Fundação Palmares leva a Alagoas seminário sobre educação quilombola

O Quilombo Filús, de Santana do Mundaú em Alagoas, receberá no dia 12 de dezembro o Seminário Educação Quilombola: compreensão das Diretrizes Curriculares para a Educação Escolar Quilombola idealizado pela Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC). A proposta é influenciar a rede municipal de ensino e os gestores públicos tendo em vista a promoção da educação e a melhoria da qualidade de vida das comunidades Jussarinha, Filús e Mariana.

As Diretrizes, aprovadas pelo Ministério da Educação em 2012, estabelecem os critérios para a educação básica considerando as especificidades sociais, históricas e culturais das populações quilombolas. Do encontro, poderão participar 250 pessoas entre educadores, gestores públicos municipais, familiares e estudantes dos quilombos.

De acordo com Alexandro Reis, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da FCP, o objetivo é discutir com esses profissionais os seus processos de ensino-aprendizagem e as suas formas de produção e de conhecimento tecnológico, de acordo com a Resolução nº 08/2012/CEB/CNE/MEC.

Filús - Marcado por uma condição rara, o quilombo constituído por 40 famílias traz no DNA o traço do albinismo. Remanescentes negros, porém com pele sem cor e olhos muito claros, estão mais vulneráveis que qualquer pessoa às mais graves doenças de visão e de pele, inclusive o câncer. Por esse motivo e por estar situado em uma área de difícil acesso, a comunidade sofre com preconceitos, falta de acesso a recursos básicos à sobrevivência e pela deficiência no auxílio especializado na área de saúde.

Reis esclarece, que nesse contexto, as consequências são as mais diversas. “Para eles, tudo é mais difícil. Até o atendimento de uma emergência, considerando que o caminho de 10km entre a comunidade e o posto de saúde oferece inúmeros riscos”, diz. “Debatendo essas particularidades e preparando educadores e gestores, será mais fácil chegar a alternativas para o desenvolvimento com qualidade de vida dessas pessoas”, explica.

O diretor ressalta que o esperado com a iniciativa é a seguridade de que as escolas quilombolas ou que atendem estudantes oriundos desses territórios considerem suas práticas socioculturais, políticas e econômicas. “A Palmares quer colaborar para a articulação de uma rede de apoiadores dessas comunidades, para a superação de preconceitos e discriminações étnico-raciais contra os quilombos de Santana do Mundaú e para o fortalecimento institucional e político das suas associações”, completa.

Programação

14h – Abertura

Representantes dos quilombolas, secretário de Educação de Santana de Mundaú, Secretária de Saúde de Santana do Mundaú, Diretor da Fundação Cultural Palmares, Prefeito de Santana de Mundaú

14h30 – Palestra Educação Escolar Quilombola

Palestrantes: Wesley Oliveira – Pedagogo da Universidade de Brasília (UnB) Coordenação: Secretária de Saúde de Santana de Mundaú

18h - Programação Cultural

Apresentação do Grupo Afoxé Arafunfun

Serviço

O que: Seminário Educação Quilombola: compreensão das Diretrizes Curriculares para a Educação Escolar Quilombola

Quando: 12 de dezembro

Horário: 14h – 18h

Local: Escola Municipal Monsenhor Clovis Duarte de Barros, Centro. Santana do Mundaú/AL

fonte: Fundação Palmares


Divulgação nas redes sociais dos nomes dos PARTIDOS e DEPUTADOS contra o PL 4471 e o povo!

Povo da EDUCAFRO e demais solidários:

Vamos colocar em todas as redes sociais o nome dos Partidos e

dos Líderes que são contrários ao PL 4471/2012 - PELO FIM

dos Autos de Resistência!!!

PTB - Jovair Arantes PTB - (61) 3215-5504 - Fax: 3215-2504

E-mail: dep.jovairarantes@camara.gov.br

PP - Eduardo da Fonte PP / PROS - (61) 3215-5628 - Fax: 3215-2628

E-mail: dep.eduardodafonte@camara.gov.br

PR - - Bernardo Santana de Vasconcellos PR - (61) 3215-5854 - Fax: 3215-2854

E-mail: dep.bernardosantanadevasconcellos@camara.gov.br

PSD - -  Beto Albuquerque PSB - (61) 3215-5338 - Fax: 3215-2338

E-mail: dep.betoalbuquerque@camara.gov.br

HOJE! - caso permita a

"bancada da bala"

votação:  10/12/2014 (QUARTA-FEIRA)

Requerimento nº 8.130/13, dos Srs. Líderes, que requer, nos termos do art. 155 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, urgência para apreciação do Projeto de Lei nº 4.471, de 2012, que altera os arts. 161, 162, 164, 165, 169 e 292 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941- Código de Processo Penal. (NT 62 e T 64)

 


Por que somos indiferentes à morte de negros, ao contrário dos EUA? Leia a matéria completa em: Por que somos indiferentes à morte de negros, ao contrário dos EUA?

A pequena cidade de Ferguson, com cerca de 21 mil habitantes, no subúrbio de Saint Louis, estado de Missouri, nos EUA, se tornou um grande palco da luta racial desde a morte do jovem negro Michael Brown, de 18 anos, no dia 9 de agosto. Ele foi atingido por seis tiros disparados pelo policial branco Darren Wilson, 28, em plena luz do dia.

No DCM

O caso gerou revolta, comoção e mobilização popular. A indignação com a morte de Brown ganhou as ruas de Ferguson e depois se ampliou para outras 170 cidades de 37 estados nos Estados Unidos e uma grande repercussão internacional.

Quando parecia que as coisas se acalmariam, na última semana o caso ganhou novos contornos com a decisão da justiça de não indiciar o policial branco que matou um jovem negro desarmado, reativando os protestos populares.

Esse cenário é revelador de quanto o centro do capitalismo é incapaz de resolver suas próprias mazelas, tendo o racismo ainda como grande motor das profundas desigualdades do país, onde a população negra está submetida aos maiores índices de desemprego, violência policial, encarceramento, entre outros dados.

Por isso faz todo o sentido essas mobilizações populares que remetem ao chamado movimento por direitos civis que, entre 1955 e 1968, garantiram conquistas para população negra estadunidense e merecem toda a nossa solidariedade e apoio.

O que isso tem a ver com o Brasil ?

Dados recentes evidenciados pelo Mapa da Violência apontam que o Brasil, em números absolutos, é o país com o maior índice de assassinatos do mundo. Só em 2012 foram 56 mil pessoas, sendo 30 mil jovens entre 15 e 29 anos, destes 77% jovens negros.

O que é curioso em nosso país é que essas mortes não comovem, são naturalizadas e além de tudo contam com mecanismos institucionais que as legitimam como os “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte”, onde os agentes da segurança pública alegam estarem em confronto com as pessoas assassinadas e os inquéritos não são levados adiante.

Fruto da pressão dos movimentos sociais, em especial o movimento negro, está para ser votado no Congresso Nacional o Projeto de Lei 4471/2012 que estabelece maior rigor nas investigações nos crimes cometidos por agentes do Estado e enterra os autos de resistência. Sua aprovação depende muito da pressão popular, tendo vista a composição conservadora do Parlamento Brasileiro.

Como mudar esse quadro tendo em vista que a morte negra não comove?

A denúncia do extermínio de jovens negros praticados pela Policia não é uma novidade. Em 1978 um dos estopins das mobilizações que laçaram o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNUCDR), nas escadarias do Teatro Municipal, foi a morte do Robson Silveira da Luz em uma delegacia em Guaianazes, Zona Leste de São Paulo.

Na década de 90, período de aprofundamento do neoliberalismo, aumento do desemprego, aumentos dos chamados cinturões de miséria, produziram um aumento da violência nos territórios periféricos, praticados pela policia muito bem relatado pelo movimento Hip Hop e sua música Rap.

(…)

No Brasil, quando um jovem negro é assassinado, logo se imagina que ele estava envolvido com alguma coisa errada. Ideias de séculos passados, como o racismo científico que estabelecia um fenótipo padrão para os criminosos, ainda são largamente utilizadas pela polícia em nosso país que estabelece o jovem negro como o suspeito padrão.

(…)

A inversão desse quadro só é possível com mudanças estruturais no Estado Brasileiro.

Neste sentido, articulações importantes ocorreram no último período que vêm construindo uma agenda política importante, como as redes de familiares vítimas da violência, o Comitê Contra o Genocídio de São Paulo, a Campanha Reaja na Bahia, o Fonajunes no Espírito Santo, a Marcha Contra o Genocídio e mais recentemente a campanha da Anistia Internacional, entre tantas outras iniciativas.

(…)

A forte polarização do segundo turno das eleições de 2014, a ampliação das bancadas conservadoras e as sinalizações à direita do próximo governo federal apontam para um cenário difícil para as pautas progressistas, o que exigirá uma grande capacidade de atuação em frentes de lutas e mobilização social para impedir retrocessos e avançar em conquistas reais para o povo.

Que as ruas de Ferguson inspirem o povo negro brasileiro a se levantarem contra o racismo em defesa de uma sociedade mais justa, humana, fraterna e ig

Fonte: Geledes


Com frase em camisa, LeBron e Irving protestam contra Justiça de Nova York

LeBron James mostrou seu descontentamento com a decisão do júri de Nova York nesta segunda-feira. O astro do Cleveland Cavaliers não aceitou a decisão que não acusou o policial da cidade Daniel Pantaleo por ter causado a morte do homem negro Eric Garner, de 43 anos. Antes da vitória sobre o Brooklyn Nets por 110 a 88, pela temporada regular da NBA, LeBron entrou em quadra para o aquecimento usando uma camisa preta com a frase: "I can't Breathe" ("Eu não consigo respirar"). Kyrie Irving, parceiro de LeBron, também usou a camisa.

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Em 17 de julho deste ano, o afro-americano Eric Garner foi sufocado até a morte pelo policial Daniel Pantaleo por supostamente vender cigarros de forma irregular. A decisão de não indiciar o policial foi alvo de críticas de todo os Estados Unidos. Atletas da NFL e da NBA também demonstraram sua insatisfação nas últimas semanas.

Não é a primeira vez que LeBron se posiciona com situações ligadas a um possível racismo. Em 2012, ele postou uma foto no Instagram em que mostrava seu descontentamento com a morte do jovem Trayvon Martin por George Zimmerman, na Flórida. No ano passado, James usou a sua camisa de aquecimento ao avesso para protestar contra o dono do Los Angeles Clippers, que cometeu um ato racista contra seus jogadores e torcida.

No fim de semana, o armador do Chicago Bulls Derrick Rose usou a camisa "I can't breathe" no aquecimento do jogo de sábado contra o Golden State Warriors. Questionado sobre isso no sábado, LeBron disse: "Achei fantástico, estou procurando por uma camisa dessas". 

 

fonte: Globo Esporte


Em medida inédita no país, Haddad inclui estrangeiros no Bolsa Família

A prefeitura de São Paulo decidiu seguir o Estatuto do Estrangeiro e tornar o programa acessível também a imigrantes; até 50 mil pessoas em extrema pobreza, entre haitianos, bolivianos e africanos, poderão ser beneficiadas 

Por Redação 

Pela primeira vez no Brasil uma cidade vai acolher estrangeiros no programa federal Bolsa Família. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (5) pela prefeitura de São Paulo e vai beneficiar até 50 mil imigrantes, entre haitianos, bolivianos e africanos que vivem na capital paulista em situação de extrema pobreza.

A ideia, de acordo com o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottilli, é a de combater a situação de vulnerabilidade dessas pessoas, sujeitas, muitas vezes, ao trabalho escravo.

“Queremos evitar que a pessoa se submeta à condição degradante por um prato de comida. O Bolsa Família é fundamental para isso”, afirmou o secretário em alusão aos casos de trabalhos análogos à escravidão que foram descobertos. Recentemente, uma operação que contou com a participação da prefeitura resgatou mais de 30 imigrantes bolivianos trabalhando quase como escravos para uma confecção da Renner, na zona norte.

A inclusão foi possível graças a um entendimento do Ministério do Desenvolvimento Social do Estatuto do Estrangeiro, que prevê que os imigrantes tenham os mesmos direitos que os brasileiros. De acordo com Sotilli, nem a própria gestão municipal sabia, até a pouco tempo, dessa possibilidade de inclusão.

“Não é piedade. É do interesse da cidade que esses imigrantes se desenvolvam e produzam para fazer São Paulo crescer”, disse.

Para ter acesso ao benefício, o imigrante terá que possuir ao menos o protocolo do pedido de refúgio ou o Registro Nacional de Estrangeiros, além de CPF e renda de, no máximo, R$140 mensais.

fonte: spresso sp