Descomplica e Educafro

O ENEM está chegando e a EDUCAFRO firmou parceria com o DESCOMPLICA para que qualquer pessoa do Brasil possa estudar de graça através dessa plataforma revolucionária de ensino.
Todos associados nível I,II,III ou IV da EDUCAFRO ou alunos de qualquer núcleo da EDUCAFRO tem direito à uma senha de acesso gratuito à plataforma DESCOMPLICA.
Você pode se preparar paras os vestibulares mais concorridos do país e até mesmo para concursos públicos!


Termomecânica abre 82 vagas para jovens aprendizes na fábrica de São Bernardo.

 

A Termomecânica abriu 82 vagas em seu programa de jovem aprendiz com oportunidades nas áreas de produção e administrativa.

Para a área de produção, são 62 vagas para nascidos entre janeiro de 1996 e janeiro de 2001. Na área administrativa, são 20 vagas para candidatos nascidos entre 15 de dezembro de 2001 e dezembro de 2002

Para ambas as áreas, é necessário ter ensino médio completo ou cursando (com conclusão até dezembro de 2019), renda familiar de até 1,5 salário mínimo (total de R$ 1.431), além de disponibilidade de horário para atuar das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Os interessados devem se cadastrar no site institucional da empresa por meio da aba “Trabalhe Conosco”. Veja os links abaixo de acordo com a área.

Clique aqui para as vagas na área de produção. ( https://bancotalentos.termomecanica.com.br/visualizar-vaga.aspx?vaga=167 )

Clique aqui para as vagas na área administrativa. (https://bancotalentos.termomecanica.com.br/visualizar-vaga.aspx?vaga=168 )


Reunião Geral! 15/07 da Sede, São Paulo.

 

SLIDE APRESENTADO NA REUNIÃO GERAL:

 


Encontro de advogados voluntários EDUCAFRO !

Como ser um advogado voluntário da Família EDUCAFRO?

Venha em nossa reunião que ocorrerá nesta quarta-feira ás 18 horas para maiores informações.

Já estamos no nosso segundo encontro.


Carta Aberta da EDUCAFRO para ABL sobre candidatura da escritora negra Conceição Evaristo

Carta aberta à sociedade e a todos os ACADÊMICOS DA ABL

A/c do Acadêmico

Marco Lucchesi.

Presidente da Academia Brasileira de Letras

      A EDUCAFRO, representada por sua Mantenedora, FAECIDH – Francisco de Assis, Educação, Cidadania, Inclusão e Direitos Humanos, pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos, com sede a Rua Riachuelo, 342, CEP 01.007-000, Centro, São Paulo/SP, inscrita no CNPJ sob o nº 10.621.636.0001-04, reconhecida como organização da sociedade civil brasileira pela Organização dos Estados Americanos – OEA, através do ato CER/DIA/537 de 15/11/2011, neste ato representada pelo seu Diretor Presidente Frei David Raimundo Santos OFM, brasileiro, portador da Carteira de Identidade nº 52.480.619–6, CPF nº 317.515.207–49, vem, respeitosamente, perante os Acadêmicos apresentar a nossa ilustre escritora afro-brasileira Conceição Evaristo, como o nome para compor este espaço de saber. Sabemos que a Academia Brasileira de Letras está inserida em um dos maiores país em população negra fora do continente africano! Nossa pergunta é:

COMO AJUDAR A ACADEMIA A REFLETIR A COMPOSIÇÃO ÉTNICA BRASILEIRA?

A Academia Brasileira de Letras segundo Domício Proença Filho, quando não se abre a refletir a realidade e o perfil de seu povo, acaba voltando-se a si mesma, o que não é saudável. Poderíamos citar nesta presente carta nomes de vários intelectuais negros que contribuíram de forma significativa para a cultura e cidadania nacional. Quantos foram incluídos na ABL, ao longo destes anos?  Um exemplo é Abdias do Nascimento que atuou não somente na promoção e luta por políticas públicas, mas escreveu um livro e apresentou ao Brasil, com uma proposta de nova maneira de se organizar na sociedade, saindo da proposta binária entre Capitalismo e Comunismo. Sua proposta recebeu o nome de “QUILOMBISMO, transformada em livro que, acreditamos, será um dia amplamente debatido pelos brasileiros!

No desdobramento da atualidade temos enquanto personalidade nacional Conceição Evaristo (Maria da Conceição Evaristo de Brito), escritora produtora de grande e imensa contribuição à literatura e cultura nacional.  Suas obras refletem o retrato do lado discriminado e abandonado do povo brasileiro em suas especificidades e pluralidades. A literatura de Conceição Evaristo têm o rosto de 54% do Brasil! Sua escolha como membra da Academia Brasileira de Letras continuará a trazer a Academia, a modernidade de mãos dadas com a diversidade de etnias que tanto enriquece o Brasil.

A Academia Brasileira de Letras têm grande potencial e este pode ser ampliado a partir do momento em que a academia tiver em seu corpo membros que representem o todo o Brasil, na mesma proporção indicada pelo IBGE: 54% do povo brasileiro.

Conceição é uma escritora reconhecida nacionalmente e internacionalmente. Graduada em Letras - Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990). Mestre em Letras - PUC - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1996). É Doutora em Letras (Literatura Comparada) pela  UFF - Universidade Federal Fluminense. Atua nas áreas de Literatura e Educação, com ênfase, em gênero e etnia. É assessora e consultora em assuntos afro-brasileiros para pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Poetisa, romancista e ensaísta. Parte de sua produção poética aparece em Cadernos Negros, publicação do Grupo Quilombhoje. Autora dos romances "Ponciá Vicêncio" e "Becos da memória"; Antologia poética "Poemas da recordação e outros movimentos" e Antologia de Contos "Insubmissas lágrimas de mulheres". O romance "Ponciá Vicêncio" tem sido indicado como obra de leitura em vestibulares de universidades brasileiras. Em 2007 foi traduzido para a língua inglesa e está em processo de tradução para a língua francesa. Temos certeza de que os acadêmicos saberão, neste ano dos 130 anos da Lei Áurea e onde a ONU decretou a “DÉCADA DO AFRODESCENDENTE” saberá fazer este reconhecimento, quebrando o domínio eurocêntrico do saber.


DÓRIA DECRETA O FIM DO PASSE LIVRE ESTUDANTIL NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

No último dia 16 de setembro de 2017, alguns órgãos de imprensa divulgaram a radical mudança sem dar ênfase a quem serão as grandes vítimas desta mudança. A EDUCAFRO denuncia e conclama os estudantes a não aceitarem este absurdo. Para compreender o que vai acontecer: um pobre, para receber a bolsa de 100% do ProUni, a renda familiar per capita é de 1,5 salário mínimo. Esse bolsista, hoje tem direito ao passe livre. No novo método definido por Dória, cai para meio salário mínimo per capita e assim, o bolsista que recebe bolsa de 100% pelo ProUni, não poderá ter acesso ao passe livre. Absurdo!

QUAIS ESTUDANTES VÃO PERDER O PASSE LIVRE EM 2018?

  • Universitários bolsistas (PROUNI, FIES ou bolsistas parciais da própria faculdade);
  • Universitários de Universidades Públicas (COSTITAS ou não-COSTISTAS);
  • Alunos de cursos técnicos públicos ou bolsistas em técnicos particulares;
  • Alunos de ensino médio e fundamental públicos ou de escolas particulares com bolsa.

COMO ESTÁ SENDO DEFINIDO O FIM DO PASSE LIVRE ESTUDANTIL?

Em 2018, 90% dos passes livres estudantis serão cancelados por João Dória (PSDB) em mais uma ação contraditória do prefeito.  Os maiores prejudicados serão os bolsistas do ProUni, do FIES, pessoas que conquistaram bolsas parciais ou integrais em faculdades particulares ou através de financiamento próprio destas.

Além deste público, os alunos pobres e negros, cotistas das universidades estaduais e federais localizadas no município de São Paulo, bem como os alunos de escolas técnicas ETEC, IFSP, SENAI, etc serão atingidos.

O público mencionado, em sua maior parte, são pessoas que trabalham e estudam e que, caso tivessem uma renda familiar dentro do que o prefeito impõe, sequer conseguiriam pensar em fazer um curso técnico ou superior pelos custos das passagens.

Estes estudantes foram considerados pobres e aptos a receberem o apoio federal e estadual, mas não foram considerados aptos pelo governo municipal paulistano. Por quê?

 ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO SERÃO PREJUDICADOS?

Os alunos do ensino fundamental e do ensino médio tradicional serão parcialmente atingidos pela medida, pois geralmente estudam nas escolas do próprio bairro e já não fazem parte do grupo de beneficiários com o passe livre, vez que a portaria que rege o benefício já definiu uma distância maior que 1 km entre a casa e a escola para que o estudante faça jus à concessão do benefício.

PORQUE OS ESTUDANTES QUE TRABALHAM SERÃO PREJUDICADOS?

Na tentativa de reduzir gastos do município de São Paulo, o prefeito João Dória irá reduzir expressivamente a quantidade de pessoas que terão direito ao passe livre estudantil.

Ele estabelecerá, segundo já divulgado pela Secretaria Municipal de Transporte, uma regra de que só poderão ter acesso ao benefício citado as famílias que estiverem cadastradas no CADÚNICO do Governo Federal.

Atualmente, o recorte de renda para que o estudante tenha acesso ao benefício é que a família tenha a renda per capita de até 1,5 salário mínimo, mesma exigência para concessão de bolsa 100% para o ProUni e para isenções de taxas de vestibulares públicos estaduais e federais.

Para que consiga se inscrever no CADÚNICO, a família do estudante tem que ter renda per capita de até cerca de meio salário mínimo. Em 2018, só conseguirão revalidar o benefício estudantes cuja família tenha renda per capita de até R$ 500,00.

Estima-se que essa redução no recorte de verba ocasionará um corte de aproximadamente 90% em todos passes livres concedidos atualmente, tanto para estudantes de ensino técnico, médio e fundamental, quanto para os estudantes de ensino superior.

Dos cerca de 800 mil estudantes contemplados atualmente com a medida, estima-se que 80 mil estudantes conseguirão revalidar o benefício em 2018. Isto equivale a cerca de 10% dos atuais beneficiários.

PORQUE O CADUNICO NÃO SE ENCAIXA NA REALIDADE PAULISTANA?

O CADUNICO é uma excelente ferramenta para o estabelecimento de políticas públicas em áreas extremamente pobres, como no sertão nordestino, onde o custo de vida é muito baixo. Comparando-se o Estado de Alagoas com São Paulo, ao aplicarmos o CADUNICO à duas realidades diferentes, teremos uma enorme exclusão dos pobres paulistanos. Segundo dados do IBGE, a renda per capita no Estado de Alagoas gira em torno de R$ 600,00 e do Estado de São Paulo de R$ 1.800,00, cerca de três vezes mais.

Em outra esfera e por outro extremo, o custo de vida na Capital paulistana é o segundo maior do país e da capital alagoana é um dos menores do país. Realidades totalmente diferentes, mas que estão sendo comparadas à luz do entendimento do prefeito João Dória.

Para a realidade de São Paulo, em que alugueis de barracos em comunidades carentes ultrapassam os R$ 400,00 e a cesta básica, segundo DIEESE, custa quase R$ 500,00 a situação é diferente e as medidas devem se adequar a esta realidade.

Em uma cidade com um dos maiores custos de vida do país, devemos ter os pés na realidade e perceber que, as famílias que têm renda per capita dentro do estabelecido pelo CADUNICO, infelizmente, não podem voltar seus sonhos aos estudos, aos cursos técnicos, às escolas, às faculdades. Estão, na maioria dos casos, limitados em como conseguir o café da manhã do outro dia ou se terão ao final do mês o dinheiro para o aluguel.

Corrobora com essa linha a pesquisa feita pelo FECOMÉRCIO-SP que indica: a CLASSE E é a classe social que menos consegue investir em educação, destinando apenas 0,9% de seus rendimentos familiares para a EDUCAÇÃO. Mais de 80% do orçamento das pessoas pertencentes a CLASSE E é destinado a cobrir gastos com alimentação, moradia, transporte e saúde.

Cumpre-se observar que, segundo a FGV, faz parte da CLASSE SOCIAL E, pessoas com renda familiar per capita mensal de até R$ 1.254,00

 O QUE QUEREMOS SOLICITAR PARA IMPEDIR ESSA PERDA DE DIREITOS?

1 – Que o prefeito convoque uma audiência pública, com estudantes, professores, sociedade civil, pesquisadores e autoridades governamentais com poder de decisão, além de representantes do legislativo e executivo municipais.

2 – Que, enquanto não houver um amplo debate com as parcelas da sociedade atingidas com a medida, em vista de chegar-se à uma estratégia que não prejudique a população negra e pobre de São Paulo, principalmente os trabalhadores estudantes, seja suspensa a decisão de uso do CADUNICO, a partir de 2018, como método de validação de patamar de pobreza da população para concessão do passe livre estudantil.

3 – Que o prefeito se baseie em dados e fatores regionais para implementar as políticas públicas voltadas à população negra e pobre do município de São Paulo e não altere os direitos já conquistados se utilizando de patamares sociais que variam exclusivamente de acordo com suas conveniências.

4- Que o prefeito se comprometa a não utilizar o passe livre estudantil como instrumento de favorecimento às empresas de ônibus em vista de um eventual futuro apoio em suas próximas candidaturas.

Confiamos que o prefeito João Dória terá total sensibilidade com as nossas reivindicações e fará todo possível para não deixar os estudantes negros e pobres, grande parte pessoas que trabalham e estudam, sem o devido amparo da prefeitura de São Paulo.

 

FONTES:

  • https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/prefeitura-de-sp-vai-checar-declaracoes-de-renda-de-estudantes-para-conceder-passe-livre.ghtml
  • https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/institucional/sptrans/acesso_a_informacao/index.php
  • https://dados.gov.br/dataset/prouni-programa-universidade-para-todos
  • https://www.caixa.gov.br/cadastros/cadastro-unico/Paginas/default.aspx
  • https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/02/1861675-20-estados-tiveram-renda-per-capita-abaixo-da-media-em-2016-diz-ibge.shtml
  • https://www.custodevida.com.br/brasil/
  • https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/pesquisas/pesquisa_resultados.php?id_pesquisa=40
  • https://cps.fgv.br/qual-faixa-de-renda-familiar-das-classes
  • https://www.fecomercio.com.br/assets/spenumeros/docs/Multimidia_Eleicoes_aprov_v4_29.07.pdf

DÓRIA DECRETA O FIM DO PASSE LIVRE ESTUDANTIL NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

No último dia 16 de setembro de 2017, alguns órgãos de imprensa divulgaram a radical mudança sem dar ênfase a quem serão as grandes vítimas desta mudança. A EDUCAFRO denuncia e conclama os estudantes a não aceitarem este absurdo. Para compreender o que vai acontecer: um pobre, para receber a bolsa de 100% do ProUni, a renda familiar per capita é de 1,5 salário mínimo. Esse bolsista, hoje tem direito ao passe livre. No novo método definido por Dória, cai para meio salário mínimo per capita e assim, o bolsista que recebe bolsa de 100% pelo ProUni, não poderá ter acesso ao passe livre. Absurdo!

QUAIS ESTUDANTES VÃO PERDER O PASSE LIVRE EM 2018?

  • Universitários bolsistas (PROUNI, FIES ou bolsistas parciais da própria faculdade);
  • Universitários de Universidades Públicas (COSTITAS ou não-COSTISTAS);
  • Alunos de cursos técnicos públicos ou bolsistas em técnicos particulares;
  • Alunos de ensino médio e fundamental públicos ou de escolas particulares com bolsa.

COMO ESTÁ SENDO DEFINIDO O FIM DO PASSE LIVRE ESTUDANTIL?

Em 2018, 90% dos passes livres estudantis serão cancelados por João Dória (PSDB) em mais uma ação contraditória do prefeito.  Os maiores prejudicados serão os bolsistas do ProUni, do FIES, pessoas que conquistaram bolsas parciais ou integrais em faculdades particulares ou através de financiamento próprio destas.

Além deste público, os alunos pobres e negros, cotistas das universidades estaduais e federais localizadas no município de São Paulo, bem como os alunos de escolas técnicas ETEC, IFSP, SENAI, etc serão atingidos.

O público mencionado, em sua maior parte, são pessoas que trabalham e estudam e que, caso tivessem uma renda familiar dentro do que o prefeito impõe, sequer conseguiriam pensar em fazer um curso técnico ou superior pelos custos das passagens.

Estes estudantes foram considerados pobres e aptos a receberem o apoio federal e estadual, mas não foram considerados aptos pelo governo municipal paulistano. Por quê?

 ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO SERÃO PREJUDICADOS?

Os alunos do ensino fundamental e do ensino médio tradicional serão parcialmente atingidos pela medida, pois geralmente estudam nas escolas do próprio bairro e já não fazem parte do grupo de beneficiários com o passe livre, vez que a portaria que rege o benefício já definiu uma distância maior que 1 km entre a casa e a escola para que o estudante faça jus à concessão do benefício.

PORQUE OS ESTUDANTES QUE TRABALHAM SERÃO PREJUDICADOS?

Na tentativa de reduzir gastos do município de São Paulo, o prefeito João Dória irá reduzir expressivamente a quantidade de pessoas que terão direito ao passe livre estudantil.

Ele estabelecerá, segundo já divulgado pela Secretaria Municipal de Transporte, uma regra de que só poderão ter acesso ao benefício citado as famílias que estiverem cadastradas no CADÚNICO do Governo Federal.

Atualmente, o recorte de renda para que o estudante tenha acesso ao benefício é que a família tenha a renda per capita de até 1,5 salário mínimo, mesma exigência para concessão de bolsa 100% para o ProUni e para isenções de taxas de vestibulares públicos estaduais e federais.

Para que consiga se inscrever no CADÚNICO, a família do estudante tem que ter renda per capita de até cerca de meio salário mínimo. Em 2018, só conseguirão revalidar o benefício estudantes cuja família tenha renda per capita de até R$ 500,00.

Estima-se que essa redução no recorte de verba ocasionará um corte de aproximadamente 90% em todos passes livres concedidos atualmente, tanto para estudantes de ensino técnico, médio e fundamental, quanto para os estudantes de ensino superior.

Dos cerca de 800 mil estudantes contemplados atualmente com a medida, estima-se que 80 mil estudantes conseguirão revalidar o benefício em 2018. Isto equivale a cerca de 10% dos atuais beneficiários.

PORQUE O CADUNICO NÃO SE ENCAIXA NA REALIDADE PAULISTANA?

O CADUNICO é uma excelente ferramenta para o estabelecimento de políticas públicas em áreas extremamente pobres, como no sertão nordestino, onde o custo de vida é muito baixo. Comparando-se o Estado de Alagoas com São Paulo, ao aplicarmos o CADUNICO à duas realidades diferentes, teremos uma enorme exclusão dos pobres paulistanos. Segundo dados do IBGE, a renda per capita no Estado de Alagoas gira em torno de R$ 600,00 e do Estado de São Paulo de R$ 1.800,00, cerca de três vezes mais.

Em outra esfera e por outro extremo, o custo de vida na Capital paulistana é o segundo maior do país e da capital alagoana é um dos menores do país. Realidades totalmente diferentes, mas que estão sendo comparadas à luz do entendimento do prefeito João Dória.

Para a realidade de São Paulo, em que alugueis de barracos em comunidades carentes ultrapassam os R$ 400,00 e a cesta básica, segundo DIEESE, custa quase R$ 500,00 a situação é diferente e as medidas devem se adequar a esta realidade.

Em uma cidade com um dos maiores custos de vida do país, devemos ter os pés na realidade e perceber que, as famílias que têm renda per capita dentro do estabelecido pelo CADUNICO, infelizmente, não podem voltar seus sonhos aos estudos, aos cursos técnicos, às escolas, às faculdades. Estão, na maioria dos casos, limitados em como conseguir o café da manhã do outro dia ou se terão ao final do mês o dinheiro para o aluguel.

Corrobora com essa linha a pesquisa feita pelo FECOMÉRCIO-SP que indica: a CLASSE E é a classe social que menos consegue investir em educação, destinando apenas 0,9% de seus rendimentos familiares para a EDUCAÇÃO. Mais de 80% do orçamento das pessoas pertencentes a CLASSE E é destinado a cobrir gastos com alimentação, moradia, transporte e saúde.

Cumpre-se observar que, segundo a FGV, faz parte da CLASSE SOCIAL E, pessoas com renda familiar per capita mensal de até R$ 1.254,00

 O QUE QUEREMOS SOLICITAR PARA IMPEDIR ESSA PERDA DE DIREITOS?

1 – Que o prefeito convoque uma audiência pública, com estudantes, professores, sociedade civil, pesquisadores e autoridades governamentais com poder de decisão, além de representantes do legislativo e executivo municipais.

2 – Que, enquanto não houver um amplo debate com as parcelas da sociedade atingidas com a medida, em vista de chegar-se à uma estratégia que não prejudique a população negra e pobre de São Paulo, principalmente os trabalhadores estudantes, seja suspensa a decisão de uso do CADUNICO, a partir de 2018, como método de validação de patamar de pobreza da população para concessão do passe livre estudantil.

3 – Que o prefeito se baseie em dados e fatores regionais para implementar as políticas públicas voltadas à população negra e pobre do município de São Paulo e não altere os direitos já conquistados se utilizando de patamares sociais que variam exclusivamente de acordo com suas conveniências.

4- Que o prefeito se comprometa a não utilizar o passe livre estudantil como instrumento de favorecimento às empresas de ônibus em vista de um eventual futuro apoio em suas próximas candidaturas.

Confiamos que o prefeito João Dória terá total sensibilidade com as nossas reivindicações e fará todo possível para não deixar os estudantes negros e pobres, grande parte pessoas que trabalham e estudam, sem o devido amparo da prefeitura de São Paulo.

 

FONTES:

  • https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/prefeitura-de-sp-vai-checar-declaracoes-de-renda-de-estudantes-para-conceder-passe-livre.ghtml
  • https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/institucional/sptrans/acesso_a_informacao/index.php
  • https://dados.gov.br/dataset/prouni-programa-universidade-para-todos
  • https://www.caixa.gov.br/cadastros/cadastro-unico/Paginas/default.aspx
  • https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/02/1861675-20-estados-tiveram-renda-per-capita-abaixo-da-media-em-2016-diz-ibge.shtml
  • https://www.custodevida.com.br/brasil/
  • https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/pesquisas/pesquisa_resultados.php?id_pesquisa=40
  • https://cps.fgv.br/qual-faixa-de-renda-familiar-das-classes
  • https://www.fecomercio.com.br/assets/spenumeros/docs/Multimidia_Eleicoes_aprov_v4_29.07.pdf

15° Encontro de Formação de Lideranças Negras

A proposta do encontro é demonstrar em princípio o quanto a luta do povo negro anda crescendo em todas as identidades, gêneros, religiões e cor na qual o povo negro agrega, e o quão difícil ainda é mudar vidas mesmo a resistência sendo diária. Ocorrerão diversos momentos de identificação e integração cultura e histórica. Com os seguintes temas:

01/07 Advocacia negra como instrumento de conquista de direito do povo negro;

08/07 - Compreensão da meritocracia como obstáculo ao sucesso da população negra;

15/07 – Despertar do negro dentro das universidades brancas;

22/07 - Invisibilidade da mulher negra e acadêmica em meio ao racismo institucional;

29/07 - Saúde mental do povo negro.

Ocorrerá das 8:30 às 11:30

Local: Rua Riachuelo, 342 - Sé, São Paulo - SP, 01007-000

Inscreva-se aqui: https://www.educafro.org.br/intmilitancia/index.php?m=c6a0fea4