Organizar o tempo de prova é fundamental na hora da redação

Professores dão dicas para aproveitar melhor o tempo de prova do Enem

Uma boa divisão do tempo de prova, alimentação adequada e até mesmo alguns minutos para esticar as pernas podem fazer a diferença durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas serão aplicadas amanhã (8) e domingo. No primeiro dia, os candidatos terão quatro horas e meia e, no segundo, cinco horas e meia. Para aproveitar bem o tempo e aumentar o rendimento, professores dão algumas dicas.

De acordo com o professor de português do Colégio Sigma, em Brasília, Eli Carlos Guimarães, o candidato terá, em média, três minutos por questão e essa é a primeira coisa que precisa ter em mente e controlar. “A segunda é que deve respeitar a gradação de dificuldade das questões. Qual é a ideia? Leio a questão, tenho facilidade, resolvo, se leio e tenho dificuldade, devo saltar. Isso para que o aluno não fique preso na questão no sentido de perder tempo”.

A dica do professor é que logo na leitura, o candidato identifique o que está incorreto nos itens e sublinhe. “Se acha alguma coisa errada ou dúbia, deve grifar, porque chama a atenção. No Enem, ele terá que marcar a opção correta, a prova não tem como prática que o candidato assinale a opção incorreta. Então, é interessante que o aluno dê algum destaque para o que está errado, porque elimina logo”, diz.

Guimarães explica que como o Enem é uma prova muito cansativa, a recomendação é que a cada 45 minutos, o aluno pare, descanse, faça algum exercício de relaxamento ou peça para ir ao banheiro a fim de andar um pouco. A pausa não deve durar mais que alguns minutos. Quando completar duas horas de prova, a recomendação é que coma algo doce.

“Vou começar pelo que não levar: não leve chocolate, o chocolate, em um primeiro momento, ativa por conta da glicose, mas, depois de uma hora, tem efeito de letargia”, lembra. “O aluno tem que se hidratar e tem que ter alguma barra de cereal, uma fruta e um doce, como mel, rapadura, doce de banana. Mas não consuma chocolate”, reforça.

No primeiro dia, os candidatos farão as provas de ciências humanas e ciências da natureza. No segundo, serão aplicadas as provas de linguagens e códigos, matemática e redação.

Apesar de o estudante ter mais tempo para as provas no domingo, a professora de português do Centro de EnsinoMédio Setor Leste, em Brasília, Eliana Luíza de Azevedo, diz que é preciso atenção. Ela recomenda que o candidato comece pela redação. “A primeira coisa é ler o tema e fazer um rascunho. Depois disso, passar para as questões. Os alunos devem guardar os 40 minutos finais para passar a redação a limpo, verificar o que não ficou bom, fazer alterações no texto”, acrescenta.

Eliana diz que alguns textos na prova podem inspirar a redação. “Se você já fez o rascunho, está tranquilo, colocou ali o que sabe, faz e deixa ali, a leitura da prova abre portas e traz informações novas”. A recomendação da professora é que os candidatos, à medida que forem respondendo as questões, se tiverem certeza, preencham o cartão de resposta, para não acumular no final.

Tanto para Eliana quanto para Guimarães, o “chute” deve ser a última opção. “É ao que se recorre em última instância, aquilo que vai como se estivesse pedindo socorro. Faça o que tiver certeza de obter ponto. O chute é igual a loteria”, diz Eliana.

Para Guimarães, como uma questão errada não anula uma certa, o candidato deve preencher todas. Ele explica: “A questão do Enem se dá da seguinte forma: nenhum item é absurdo ou ilógico. Um item se distancia muito do certo, mas não é absurdo. Dois itens são medianos. Na média, o candidato fica entre duas opções”.

O segredo para uma boa prova, além do preparo anterior, é apenas um: tranquilidade. “Por mais que o aluno esteja bem preparado, se estiver ansioso, ele não lê com calma, perde pontos preciosos. Automaticamente, ele deixa passar algum detalhe da prova aqui, outro ali”, diz o professor de português do Pré-Enem do Alub Marcus Vinícius de Faria.

Segundo Faria, o nervosismo atrapalha também a leitura. “Levando-se em consideração que a leitura do texto que antecede a questão é de suma importância, uma boa apreensão das informações garante sucesso na questão”. Então, de acordo com o professor, para hoje, a recomendação é descanso. “Tentar acalmar, começar a desacelerar. Confiar no tanto que se preparou, dormir, ter alimentação balanceada”.

Nesta edição do Enem, a ser realizada no sábado, 8, e no domingo, 9, mais de 8,7 milhões de candidatos farão as provas nos 26 estados e no Distrito Federal. Mais informações sobre o exame na página do Enem na internet. Fontes: Agência Brasil / Portal EBC

 

 

Fonte: MEC


Abertas as inscrições no módulo à distância sobre Saúde População Negra

 As entidades que trabalham em prol dos direitos da população negra, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que o ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou nesta quarta-feira (22) o 'Módulo Multidisciplinar de Saúde Integral da População Negra'. O lançamento do curso aconteceu no auditório Emílio Ribas, no Edifício Sede do Ministério de Saúde (MS), em Brasília/DF.

O Módulo Multidisciplinar é um curso virtual na modalidade de educação à distância (EaD) oferecido pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). As inscrições são gratuitas e estão abertas no site da UNA-SUS.

Clique aqui para saber mais e fazer sua matrícula.

Desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), em parceria com a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), o curso apresenta a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) — com especial enfoque no enfrentamento ao racismo institucional no SUS.

“Este curso vai ser útil para os profissionais de saúde que atuam no PROVAB e Mais Médicos, mas também para estudantes e profissionais de saúde nas mais diversas carreiras e especialidades. Fazemos questão de fomentar a formação de profissionais de saúde com outros olhares e essa inciativa tem papel fundamental no combate ao racismo", frisou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A PNSIPN é transversal e precisa estar inserida em todas as políticas de saúde do governo federal, contribuindo para modificar e aperfeiçoar as práticas de cuidado, garantindo o atendimento integral aos usuários. Para o diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES), Alexandre Medeiros, é preciso discutir o papel dos determinantes sociais na vida de homens e mulheres negras. “A partir disso, é possível identificar processos terapêuticos que atendam melhor as demandas dos usuários da população negra”, avalia.

Para o secretário da SGEP, André Bonifácio, o lançamento do curso é um divisor de águas dentro do SUS. "Sem uma ação concreta como esta, com base no plano operativo da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, não podemos avançar. Tenho certeza de que o passo que demos hoje rompe com processos antigos e é um marco no combate do racismo institucional no SUS”, reflete.

Segundo o gerente de projetos da Secretaria Especial de Igualdade Racial da Presidência da República (SEPIR/PR), Felipe da Silva Freitas, é necessário pautar as agendas governamentais para o enfrentamento cada vez mais vigoroso ao racismo. "Precisamos consolidar a democracia com práticas de combate ao racismo dentro do serviço público”.

“Esta é uma grande oportunidade de mudança. Nós da militância social estamos há mais de dez anos lutando pelo fortalecimento do SUS.  O curso representa o início das mudanças e será uma ferramenta a mais na luta contra o racismo e pela saúde da população negra”, fala Nina Fola, Secretária Executiva do núcleo gaúcho da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (RENAFRO).

Também participaram do lançamento do curso o secretário Executivo da UNA-SUS, Francisco Campos; e Vinícius Muricy Rocha, diretor de Desenvolvimento de Educação em Saúde do Ministério da Educação.


Defensoria Informa nº 223 - Sessão do Conselho Superior

CSDP nº 351/2013

Interessados: Ouvidoria Geral da Defensoria Pública, Núcleo Especializado de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito e o Instituto Luiz Gama

Assunto: Proposta de alteração da Deliberação nº 10/06, que estabelece regras para a realização do concurso de ingresso na carreira de Defensor Público

Excelentíssimo Senhor Presidente,

Excelentíssimos Senhores Conselheiros,

 

Sempre que essa questão do tratamento compensatório ou preferencial para o negro é levantada,

alguns dos nossos amigos recuam horrorizados. Ao negro deve ser garantida a igualdade, eles concordam, mas ele não deve pedir mais nada. Na superfície, isso parece razoável, mas não é realista. Pois é óbvio que se um homem entra na linha de partida de uma corrida trezentos anos depois de outro, o primeiro teria de realizar uma façanha incrível a fim de alcançá-lo.

(Martin Luther King)

Vejam no link a seguir a integra  do brilhante voto do relator das cotas para negros nos concursos públicos da Defensoria do Estado de São Paulo!Sua opinião:?

 Fwd: FW: ENC: Defensoria Informa nº 223 - Sessão do Conselho Superior

 

 


Entidades “abraçam” e agradecem o MP pela adoção de cotas para negros em concursos públicos

Entidades “abraçam” e agradecem o MP pela
adoção de cotas para negros em concursos públicos

"MP, muito obrigado, o negro agora será bem representado” e “Obrigado de coração, MP Bahia dando exemplo de inclusão”. Com essas frases, entoadas com grande entusiasmo, cerca de 30 pessoas, representantes de 30 entidades que integram a ONG Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro), realizaram um abraço simbólico na frente da sede do Ministério Público do Estado da Bahia e foram recebidos durante sessão do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça. Foi uma homenagem à instituição pela adoção de cotas raciais em seus concursos públicos, com a previsão de 30% das vagas dos certames destinados a negros.

 

Durante a sessão, presidida pelo procurador-geral de Justiça Márcio Fahel, o diretor da Educafro, frei Davi Santos, entregou uma petição, na qual a entidade solicita a prorrogação até o próximo dia 20 de outubro das inscrições do concurso para promotor de Justiça substituto, que já prevê a cota. O prazo se encerrou no último dia 10. Além disso, pede que o MP providencie curso preparatório gratuito aos candidatos cotistas. O chefe do MP, Márcio Fahel, informou que iria submeter a petição à comissão de concurso. O procurador-geral agradeceu a presença de todos e endossou o compromisso da instituição com a inclusão. “Vejo (as cotas) como uma obrigação. Não se trata de favor, flexibilidade, concessão ou qualquer coisa do gênero. Os tempos exigem este tipo de postura. Vamos aprender com essa experiência e com o tempo teremos a capacidade de corrigir os eventuais equívocos. Não consigo vislumbrar uma instituição como o MP que não desenvolva políticas de inclusão social”, afirmou.

 

Segundo o frei David, o abraço “simboliza o começar de uma construção de um novo Brasil”. Ele afirmou que “todas as instituições precisam entender que não é possível um País justo sem equidade”. Ele informou ainda que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por provocação da entidade, analisa a possibilidade de normatização direta, pelo órgão, da implementação de políticas de cotas para minorias étnico-raciais em concursos do MP em todo o Brasil. “Mas entendemos que não é preciso esperar por isso para que todos adotem”, disse.

O diretor do Instituto Cultural Steve Biko, Sílvio Humberto; o advogado voluntário da Educafro, Ciro Bueno; e Mãe Nicinha, filha da Casa Branca e membro da irmandade da Boa Morte, também deixaram seus agradecimentos ao MP pela adoção das cotas. A procuradora de Justiça Márcia Virgens, que articulou a visita da Educafro, afirmou que se sentia "muito feliz por ver a sala de sessões tomada pela juventude negra” e que espera, com a implementação das cotas, ver uma ampliação do número de negros como ela atuando na instituição.


Faculdades públicas à distância no RIO

2015 - Faculdades públicas à distância no RIO - As inscrições até 30 de outubro - CEDERJ - Consórcio das Universidades Públicas do Rio abre inscrições para o Vestibular Cederj.

Consórcio das Universidades Públicas do Rio abre inscrições para o Vestibular Cederj

São oferecidas 7.169 vagas para 15 cursos de graduação a distância.

Nesta segunda-feira (29/09), A Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj) e a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia lançam, às 16 horas, no auditório da Cedae, o Edital do Vestibular Consórcio Cederj 2015, com 7.169 (sete mil, cento e sessenta e nove) vagas para o primeiro semestre de 2015, com 15 cursos de nível superior.

Na oportunidade será lançado o Curso de Graduação em Engenharia de Produção, na modalidade semipresencial, oferecido pela Universidade Federal Fluminense – UFF e pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – CEFET, em seis polos, com oferta inicial de 300 vagas por semestre.

As inscrições ficam abertas até 30 de outubro e devem ser feitas somente site. O valor da taxa é R$ 65. Durante o cadastro, é necessário escolher o polo de ensino e o curso. A prova será no dia 22 de novembro eos aprovados iniciarão a graduação no primeiro semestre letivo de 2015.

https://cederj.edu.br/fundacao/vestibular2015/


COTAS no Concurso Público(PETROBRAS)

Cotas na Petrobras - Mais uma vitória da família Educafro!!! Acesse agora o link e se inscreva para o sistema de cotas do Concurso da Petrobras. Com a aprovação das cotas no serviço público federal, iremos ocupar os melhores cargos públicos do Brasil!!! 


Xingado de escravo, cubano do Mais Médicos hoje reclama de falta de especialistas

O médico cubano Juan Delgado, 40, que foi xingado de escravo e virou símbolo do programa Mais Médicos, está tendo dificuldades para marcar consultas com especialistas e agendar exames para seus pacientes no interior do Maranhão.

"Demora muito tempo para conseguir exames diagnósticos e consultas próprias das especialidades para definir um tratamento adequado para o paciente", afirma o médico em entrevista à BBC Brasil.

Delgado atua em aldeias indígenas do interior do Maranhão. Ele atende ao principal objetivo do projeto, que é levar atendimento básico a locais com escassez de profissionais de saúde, mas está esbarrando em um novo gargalo da saúde pública brasileira exposto pelo Mais Médicos.

Em Cuba, segundo Delgado, não há "as dificuldades que vemos no Brasil para realizar consultas com especialistas e qualquer exame diagnóstico."

Ele afirma que um exame de ultrassom, por exemplo, leva mais de um mês para ser agendado – algo que diz ocorrer em todo o Brasil. Para contornar o problema, usa as perguntas feitas aos pacientes e o exame físico.

O médico também encontrou outras dificuldades no interior, como a ausência de infraestrutura adequada para consultas e de remédios, que "escasseam às vezes". Esses são argumentos frequentemente usados por entidades médicas para justificar a rejeição de brasileiros a postos de trabalho nos rincões do país.

Mas Delgado não pensa em desistir por causa disso: "Supero esta dificuldade e realizo o atendimento. O médico cubano vai ao lugar para onde mandarem. Para salvar e cuidar de qualquer vida não vemos as dificuldades. Isso é parte de nossa formação", afirma.

Delgado diz que não voltou a sofrer ataques como os que ocorreram em Fortaleza. Logo após sua chegada, ele e outros médicos cubanos foram vaiados e chamados de escravos por profissionais brasileiros.

As ofensas foram baseadas no fato de que, ao contrário dos outros médicos que participam do programa, os cubanos recebem apenas uma parte da bolsa de R$ 10 mil. O convênio do governo brasileiro é com a Opas (Organização Panamericana da Saúde), que repassa o pagamento ao governo de Cuba. Os médicos cubanos ficam com US$ 1.245, ou cerca de R$ 3.000 -o que, segundo Delgado, é suficiente para seus gastos.

À época, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chamou o protesto de "corredor polonês da xenofobia", e a presidente Dilma Rousseff pediu desculpas a Delgado.

O médico diz acreditar que, passado um ano do início do programa, mesmo os que participaram do protesto "pensam de outra forma".

"Chegamos aqui não para tirar os pacientes deles, mas para ir a outros lugares onde a população não teria acesso a um médico. Acho que a relação dos médicos brasileiros e cubanos deve ser próxima."

Gargalo

Desde agosto do ano passado, o Mais Médicos distribuiu cerca de 14 mil profissionais pelo interior do país e periferias de grandes cidades - quase 80% deles, segundo o Ministério da Saúde, são cubanos.

O programa ampliou o acesso ao atendimento básico, mas colocou em evidência a falta de exames e profissionais especializados nestes locais.

O Mais Médicos prioriza o atendimento primário de saúde, que busca prevenir e resolver a maior parte dos problemas sem a necessidade de encaminhamento para hospitais especializados. Com menos gente nos hospitais, fica mais fácil atender a todos. Mas, quando o problema exige, o atendimento especializado é necessário.

O Ministério da Saúde atribui as críticas de Delgado ao fato de ele trabalhar com saúde indígena, em local de difícil acesso, e afirma que consultas e exames em polos indígenas costumam demorar até 15 dias para serem realizados.

A demora para marcação de consultas e exames, no entanto, já foi apontada também por profissionais do Mais Médicos que trabalham em outros locais. O próprio ministro da Saúde, Arthur Chioro, já disse que, em muitos locais, a expansão da atenção básica aconteceu mas há um “estrangulamento” na atenção especializada.

Indígenas

Quando os profissionais estrangeiros chegaram ao Brasil, também causou polêmica a não exigência de fluência na língua portuguesa por parte dos médicos.

Delgado diz que isso trouxe alguma dificuldade no início mas que, agora, já não tem problemas com o português. Já a língua indígena - ele trabalha com as etnias Ka'apoo e Awá- é "muito difícil".

"Conto com os índios que falam português para atender aqueles que não falam", diz.

 

Delgado diz que os indígenas ficaram muitos felizes de ter um médico nas aldeias. Ele mora no município de Zé Doca, a cerca de 300 km da capital do Estado, São Luís, e passa dois dias em aldeias mais próximas e três nas mais distantes.

"Recebi com muita surpresa [o trabalho com os índios], porque nunca pensei que, no século em que vivemos, ainda havia pessoas vivendo nas condições desfavoráveis em que vivem os indígenas, com muitos se alimentando do que caçam ou pescam", afirma.

Delgado diz que vive como qualquer outro brasileiro. Fala com sua família diariamente, usa a internet - parte da entrevista à BBC Brasil foi concedida por meio do Whatsapp, aplicativo que ele passou a usar no Brasil - e passou férias em Cuba.

Diz que pretende cumprir seus três anos de contrato no Brasil - e, "com muito interesse", gostaria de assinar outro contrato para ficar no país até 2019.

Atendimento

Em nota enviada à BBC Brasil, o Ministério da Saúde afirmou que consultas e exames em polos indígenas costumam demorar no máximo 15 dias. A pasta informou que o polo de saúde indígena em que Delgado trabalha possui duas equipes com profissionais variados como médicos, dentistas, enfermeiros e psicólogos.

Diz que há três postos de saúde na região e que todas as aldeias possuem um local para atendimento, mas destaca que a área é de difícil acesso, com pista de chão batido –quando chove, às vezes o transporte é feito por rios-, o que dificulta a distribuição de medicamentos.

Segundo o ministério, pacientes que precisam ser atendidos em hospitais de referência têm veículos e horas de voo para transporte.

Fonte BBC Brasil


Inscrições para os privados de liberdade serão abertas dia 30

Serão abertas na terça-feira, 30, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 das pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa. O prazo se estenderá até 30 de outubro próximo, pelo horário oficial de Brasília.

As provas serão realizadas em 9 e 10 de dezembro próximo, nos estabelecimentos prisionais ou socioeducativos indicados, em cada unidade federativa, pelas secretarias de segurança pública e de justiça e por órgãos de administração penitenciária e de promoção dos direitos da criança e do adolescente.

Cada estabelecimento indicará um responsável pedagógico e firmará termo de compromisso e responsabilidade com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação do Enem. Isso deve ser feito on-line, na página do Inep, a partir desta quinta-feira, 25, até às 23h59 de 20 de outubro, pelo horário de Brasília.

O responsável pedagógico fará a inscrição dos participantes e acompanhará todo o processo do exame, até o acesso aos resultados obtidos por aqueles que fizerem as provas. Caberá ainda ao responsável pedagógico pedir a certificação ou a participação do inscrito no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do MEC.

Provas — No primeiro dia de provas, em 9 de dezembro (terça-feira), serão aplicadas as de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia) e de ciências da natureza e suas tecnologias (química, física e biologia), com duração de 4 horas e 30 minutos. No dia 10 (quarta-feira), será a vez de matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação), além da redação. Esta segunda etapa tem duração de 5 horas e 30 minutos, incluída a redação.

A inscrição para o Enem nas unidades prisionais será feita exclusivamente pela internet, na página do Inep. O responsável pedagógico deve indicar o número da unidade prisional ou socioeducativa e o cadastro de pessoa física (CPF) do participante.

Na edição de 2013, o Enem para privados de liberdade recebeu 30.322 inscrições.

Edital do Inep nº 19/2014, sobre o Enem de 2014 para pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 25.

FONTE Mec